O Festival

Cachoeira vai se tornar oficialmente a Capital do Licor

O público vai beber, votar e escolher !

Durante o mês de junho o Festival do Licor promove uma saudável competição entre 10 dos melhores produtores do município e quem vai escolher o vencedor serão os moradores e visitantes. Comprando o “menu degustação” composto por 10 garrafinhas com os licores participantes do festival, disponível em vários pontos de venda da cidade, o consumidor recebe uma cédula de votação para registrar seu voto naquele que considera o melhor licor em duas categorias: Tradicional (sabor jenipapo) e Melhor de 2019 (sabores diversos). A premiação acontece no dia 25 de junho, quando Cachoeira se torna capital do Estado. O prêmio de R$ 1 mil para cada categoria foi assumido por outros 2 fabricos da cidade: o Licor de Roque Pinto e o Arraial do Quiabo, que não quiseram ficar de fora da grande festa em reconhecimento à bebida que leva o nome da cidade para o mundo.
A votação poderá ser feita ainda no site do festival, onde o público também pode adquirir o “menu degustação” com os famosos licores de Cachoeira. O Festival será o primeiro festival gastronômico da cidade em que a bebida será o carro-chefe. Mas a proposta não é estabelecer uma competição entre os produtores, “pelo contrário, a ideia é reunir todos na busca da consolidação de Cachoeira como polo licoreiro. A competição é só um mote porque sempre
houve os entusiastas de um ou outro fabrico. É tradicional, como o BaVi” – diz Carine Araújo, idealizadora do festival.
Com fabricos estabelecidos há décadas na cidade e exportando sua produção, o Festival vem agregar também no sentido de consolidar a representação do licor de Cachoeira fora da cidade. “É como uma marca registrada, um selo de qualidade” – diz Cleydson Barreto, secretário de Cultura e Turismo de Cachoeira. Ele vislumbra também o potencial de que o licor de Cachoeira seja tombado como patrimônio imaterial da Bahia, como é a Cajuína no Piauí.
“Essa seria uma grande conquista, espero estar viva para ver isso, Roque Pinto não viu” – diz dona Angelina, 93 anos, conhecida como Tia Nem, uma das mais antigas produtoras de licor da cidade, fazendo referência ao produtor que estabeleceu essa tradição em Cachoeira, falecido em 2015. O festival acontece durante todo o mês de junho, acompanhando a vasta programação do tradicional São João da Feira do Porto, onde além de degustar licores saborosos o público poderá dançar muito forró.